segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ipueira encerrou festejos da padroeira, ontem


Arco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Foi encerrada ontem a Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na cidade de Ipueira. Com acordes da Filarmônica José Isidoro dos Santos ( José Romão), que tem o comando do Maestro Marcelo Medeiros, a procissão de encerramento percorreu as principais ruas da Ipueira, culminando na Igreja, onde houve descida da bandeira.

Com significativa participação dos fiéis, era grande o número de devotos vestidos de branco e descalços, numa autêntica demonstração de fé.

Fotos - Anna Jailma


Anna Jailma - jornalista e blogueira
Devota de N.S. do Perpétuo Socorro

Aliança com Sant'Ana

Foto/blogRobsonPires

Passou a Festa de Sant’Ana, de Caicó. E o sentimento de aliança com Sant’Ana, como vai? Como cada um de nós, vivencia – independente de onde esteja – a devoção, o afeto, o elo com Sant’Ana?
Com cada neto, existe um elo de amor, de confiança, de aconchego. Mas, vejamos: a aliança de fé não pode ser efêmera, não pode existir somente por dez dias. Elo de amor é constante, perene, sólido.
Ser neta de Sant’Ana é um sentimento que brota de dentro pra fora. É sentir um clima diferente e santo, ao pisar no adro da Catedral, em qualquer tempo, em qualquer dia do ano. Mas, é também sentir esta devoção e vivenciá-la, em qualquer parte; afinal, “longe é um lugar que não existe”. Alimentar o elo de amor com Sant’Ana, é compartilhar as dificuldades, entre lágrimas; mas, não esquecer de compartilhar a alegria, quando vencer os obstáculos da vida.
Vejo Sant’Ana como uma autêntica seridoense. Imagino que tenha rugas que se misturam ao riso sereno de avó, e carrega no olhar uma coragem santa, plantada e regada com seca e chuva, suor e lágrimas. Está longe da ‘seda pura’, prefere o chitão. Não é ostentação, é verdade. 

Que sejamos discípulos da verdade, da cidadania, todos os dias; como legítimos netos de Sant’Ana. É difícil, na sociedade em que vivemos, mas, a gente consegue. Somos netos de Sant’Ana, mãe da graça.


Anna Jailma - jornalista e blogueira
neta de Sant'Ana

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Mostra Cultural foi destaque nos 40 anos da EMPJF


Fazendo Feira. Belíssimo projeto.

Tocando forró de verdade


Quem chega na madrugada, pega o retalho mais bonito





Eles viajaram no tempo com a máquina de datilografia

"O Municipal"


Diários de Classe da EMPJF, desde 1974

Estudantes explicando como tudo começou na Mina Quixeré...


E a química da sheelita? Elas explicam.


Na escuridão do túnel, rumo a história do nosso Quixeré
Geny Lucena, aos 86 anos, tendo aula com Pe. Joaquim Félix



A Escola Municipal Pe. Joaquim Félix, em São João do Sabugi, RN, realizou Mostra Cultural dentro da sua programação, alusiva aos 40 anos daquela Escola. A Mostra Cultural encantou os visitantes pela perfeita escolha dos temas apresentados nas salas.
Quando se pensa em São João do Sabugi, RN e as imagens presas na memória, nos remetemos ao Rio Sabugi com suas lavadeiras de lenço na cabeça, batendo roupa na pedra, carregando água em lata de zinco e despejando nas bacias, pendurando roupas em varal, conversando entre elas animadamente, parecendo não se dar conta do sol que queima o rosto com o passar das horas. 
Elas estavam lá na Mostra Cultural, em sala que apresentava o dilema da escassez d'água, da necessidade da água, junto as imagens da ponte sob o Rio Sabugi, e suas lavadeiras: crianças que traduziam muito bem esse cotidiano da história de outrora, visto que hoje, já não temos lavadeiras no rio.
Se mergulhamos na história do município, nos deparamos com o Padre Joaquim Félix, lembrado como "o padre que ensinou São João do Sabugi a ler". 
Lá estava ele numa sala: Padre de batina preta, chapéu preto, óculos de grau num olho e escuro em outro, sempre atento aos papéis e chamando os alunos para a alfabetização. E compondo esta história, os escravos do Padre, o testamento e réplicas de seus bens.
 
E a feira? Que povo não enxerga na feira, uma junção de criatividade, comércio, cultura e tom de festa?! Assim também é a Feira de São João do Sabugi, desde outrora até os dias atuais. No projeto Fazendo Feira, a Professora Dorinha Rocha, junto aos alunos, apresentaram em cordel, o cotidiano do feirante, a história e o perfil de cada um, e na sala da feira de tudo tinha: a banca de café, a banca de ervas, o retalho à ser vendido no peso, os produtos de couro, os utensílios de zinco e de plástico, a banca de frutas, o tocador de fole e triângulo misturando ao grito dos feirantes.
Outro assunto abordado foi a medicina alternativa,  mostrando ervas medicinais, conhecimento que vem dos antigos e permanece até os dias atuais, passando de geração à geração. Vale destacar que lá estava a flor da pepaconha, trazida da Serra do Mulungu, belíssima para decoração.
Em outras salas, maquete da Escola Municipal Pe. Joaquim Félix, a história destes 40 anos à serviço da Educação, inclusive com documentos antigos como os Diários de Classe, máquinas de datilografia,  e fotografias. 
 
Totó Medeiros encontrando a bateia feita pelo seu pai Bil Salvino, na década de 40
Como num passe de mágica, os visitantes se viram entrando num túnel: o túnel da Mina Quixeré, explorada na década de 40. A Sala Quixeré, projetada pela Professora Djanira, levava os visitantes em túnel até a "Entrada da Mina", onde "guardas" falavam sobre a história da Segunda Guerra Mundial e qual o vínculo com a sheelita, e sua produção no município de São João do Sabugi, RN. Posteriormente, os visitantes entravam pelo segundo túnel, deparando-se com a terra seca, misturada a sheelita - que brilha na água e no sol - carroça de mão, fotografias da Mina, bateia, e estudantes contando a história da descoberta da sheelita, feita pela saudosa Mariêta, que enquanto pastoreava cabras, percebeu e encantou-se com o brilho diferente daquelas pedras. 
O passeio pela Mina Quixeré não parava por aí. Em seguida, o último túnel, onde uma autêntica descendente do Quixeré, a menina Glória - bisneta do proprietário do Quixeré, João Ursulino de Maria - explicava aos visitantes, com outra estudante, sobre a química que envolve a sheelita. Entre balança, pesquisas realizadas e pedras de sheelita trazidas do Quixeré, Glória relatava com toda segurança sobre a química que gera o brilho, e outras características daquela pedra. 
A Mostra Cultural da Escola Municipal Pe. Joaquim Félix foi sobretudo uma viagem, pela cultura, pela história da Escola e também do município. Foi, na verdade, uma aula gratificante e rica, onde seus ex-alunos renovaram o saber, através das crianças e adolescentes que lá estudam atualmente. E tudo embalado pelo hino da escola, com letra e música das professoras Ermita Lucena e Nilce Lucena. 
Além da Mostra Cultural também houve Aula da Saudade e grande festa, com música dos anos 60, propiciando reencontro e muita confraternização entre os ex-alunos.  Parabéns aos idealizadores.


Anna Jailma - jornalista e blogueira
ex-aluna da EMPJF


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Escola sabugiense comemora 40 anos de Ensino e Aprendizagem

Escola Municipal Pe. Joaquim Félix
Foto - arquivo de Sabugilândia

A Escola Municipal Pe. Joaquim Félix, por muitos conhecida como "o colégio do campo", em São João do Sabugi, RN, vivencia neste ano quatro décadas de plantio e boa colheita no campo da Educação dentro do munícipio.
Com o tema “40 anos de Ensino e Aprendizagem”, a escola realiza em agosto, uma ampla programação festiva com premiação dos jogos escolares, lançamento de jornal e eventos culturais; além de aula da saudade e festa do reencontro, que devem resgatar tantos momentos vividos ao longo destes anos, bem como, favorecer o abraço de reencontro entre alunos e professores que por ali trilharam caminhos.
A programação inicia dia 01 de agosto, com abertura oficial as 8h, seguida de celebração ecumênica.  Na mesma data, às 9h20, acontece entrega de medalhas de Jogos Escolares e Menção Honrosa da Olimpíada de Matemática 2013.  Dando sequência a programação, acontece as 10h, o lançamento do Jornal “O Municipal” – II Edição – produzido por alunos e professores da escola, e das 14h às 17h, acontece Mostra Cultural, reunindo a diversidade cultural do município, com os alunos explanando o conhecimento e trocando experiência com os visitantes.
No dia 02 de agosto, a Mostra Cultural inicia as festividades, das 8h às 11h. No horário das 14h às 16h, será a esperada Aula da Saudade, onde se revive momentos de outrora vividos na escola. Logo após, acontecem as apresentações culturais.
O encerramento da programação alusiva aos 40 anos da Escola Municipal Pe. Joaquim Félix, acontece com Festa do Reencontro, a partir das 19h, ainda dia 02 de agosto.
Não é somente a aprendizagem adquirida que marca. É também o riso compartilhado, o conselho ouvido do professor no intervalo, também alguma lágrima de adversidade, as vezes a ansiedade pela ‘hora da merenda’, o conversar na ‘hora do recreio’, a correria pelos corredores, enfim, o lembrar do lugar que por muitos anos foi a ‘segunda casa’, ‘a grande família’, dos que por ali passaram. É tempo de comemorar a emoção sentida, o bom tempo vivido.


Anna Jailma - jornalista e blogueira
Ex-aluna da E.M.P.J.F